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Resenha: A Verdade Sobre Nós

on 15:51 in
A Verdade Sobre Nós Madelyn Hawkins é uma filha perfeita e uma aluna exemplar. Aos 16 anos, de forma impressionante, ela provou toda sua inteligência ao entrar para um programa de jovens talentos que a levará para a universidade mais de um ano antes da hora!
Cursando matérias universitárias, mas que possam dar créditos na escola, Maddie está empolgada com a aventura, mesmo que com um pouco de receio na adaptação. Essa é a oportunidade perfeita para se reinventar e deixar de lado tudo o que seus pais esperam para sua vida, a chance de fazer tudo o que quer de verdade sem ninguém pensando por ela.
E logo na primeira aula de biologia uma surpresa: Bennet Cartwright, o professor, é uma gracinha! Encantada com o rapaz, mas, obviamente, acreditando não existir possibilidade alguma entre eles, Madelyn passa a admirá-lo de longe… Até que o destino a surpreende e os reúne fora da sala de aula.
Depois de um passeio e muita conversa, ela está irremediavelmente envolvida. Só tem um pequeno problema: ele está se envolvendo também e não tem nem ideia de que sua jovem aluna tem só 16 anos! E Maddie não faz a mínima questão de esclarecer esse “pequeno detalhe”.
Desde o início do livro sabemos que o relacionamento, pelo menos até o momento presente, não deu certo e podemos perceber que as coisas não terminaram nada bem. O que foi uma surpresa para mim foi a forma como a história é contada: a partir de cartas de Madelyn para Bennet.
Linha por linha ela vai contando a história deles dois a partir de sua própria visão, tentando, de alguma forma impossível, justificar o injustificável: o mal entendido que nunca desmentiu e tornou-se uma mentira tão bizarramente importante que destruiu muitas coisas pelo caminho.
A história poderia ter sido MUITO mais do que foi. Honestamente falando, esperava algo mais profundo, mas esse não foi nem o ponto mais importante que me fez não gostar muito do livro… Não. O pior é Madelyn.
Em pouquíssimo mais de 200 páginas ela se mostrou uma adolescente completamente egoísta e detestável. A história de amor entre eles chega a ser fofa, mas a personagem é tão calculista e consciente do que está fazendo que não conseguia torcer por ela.
Por outro lado, Bennet mostrou-se um fofo romântico, completamente inocente e encantador – pelo menos é o que podemos apreender a partir da história de Maddie. Nunca saberemos se essa visão é verdadeira ou apenas uma idealização reproduzida pela personagem apaixonada. 


A discussão sobre o envolvimento de um menor de 16 anos com um homem maior de idade é até interessante e conseguimos ter uma noção das leis locais, o que nos ajuda a entender o problema e o desenrolar da situação. Ponto para a autora nesse quesito.
A estrutura familiar de Maddie também é apresentada de forma interessante, e realmente conseguimos entender os problemas com os pais e toda a pressão que colocam – especialmente por conta do irmão. Mas, ainda assim, não foi o suficiente para gostar dela.

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